| Debate Censurado
Apreensão, ai está a palavra mais condizente para o atual momento político vivido no Brasil, afinal estamos as vésperas de uma grande eleição. Os métodos de conquista continuam os mesmo de sempre, porém é notável que cada pleito ganhe alguma nova ferramenta de captação de votos. O exemplo de Barack Obama na última eleição presidencial nos USA inspirou muitos candidatos brasileiros a investirem numa propaganda mais alternativa, a internet, são vídeos no Yotube, recados no Twitter, Scraps no Orkut, Post’s nos Blog’s, sem falar no facebook, MY Space, tudo é válido para divulgar. Esse tal crescimento do segmento evidência dúvidas naturais. Como fiscalizar?Como derivar padrões?Qual a melhor forma eqüilateral para não haver privilégios. O certo é que uma nova era se instaura na rede mundial de computadores, ”Webpolitc”, a política on-line, sem fronteiras, sem tempo de duração exata para começar ou terminar, com vida útil prolongada, mais barata, mais acessível. A política ainda reflete a reação a ser montada por este circo de informações virtuais, a internet pode dentro de menos de 10 anos corresponder por mais de 20% da opinião de voto dos eleitores. Isso deve se a fomentação publica para inclusão digital que absorve uma porcentagem diária de novos adeptos Brasil a fora, os programas federais de expansão de Banda Larga, a enfática concorrência no cenário das telefonias com as famosas 3G, a inserção de serviços de internet também pelas operadoras de energia elétrica,consumam,teremos uma formadora de opinião capaz alocar a Televisão e o Rádio em um só segmento. Mesmo com tantas evoluções tecnológicas certas atitudes continuam a preservar artimanhas políticas do século passado, por exemplo, a desistência dos candidatos Dilma e Serra no primeiro debate presidenciável on-line, que estava sendo organizado por algumas das maiores empresas da internet (Ig, Yahoo!, MSN e Terra). Prejuízo a ser computado por eles, crescimento para os concorrentes, Marina Silva obteve na última semana um aumento significativo de possíveis eleitores, nada ainda que estatisticamente possa lhe dar uma chance a vitória no certame, mas serve como sinal de alerta para quem pense “que quem não é visto não é mal lembrado” (neste caso específico). Faltar a debates é uma estratégia comum entre os candidatos políticos, Collor, FHC, Lula, todos estes presidentes já deixaram seu corpo fora de alguns embates, nem as pequenas cidades escapam, Cacequi mesmo a pouco mais de um ano presenciou a ausência do então candidato hoje prefeito Flávio Machado em um debate realizado pela CDL local com coordenação da Justiça Eleitoral,Ministério Público. Democraticamente ninguém é obrigado a compartilhar de debates, ou seja, a ausência de Serra e Dilma é uma escolha que ocorre dentro da legalidade, não é crime optar pela não participação, porém é bem sabível que o debate proporciona oportunidade para os candidatos demonstrarem suas qualificações, projetos, sendo assim fica impossível mais tarde o próprio político cobrar da opinião pública que acredite em sua suposta competência. Em novos tempos, é preciso de novos formatos, politicamente também, se a internet está assim tão viçosa na vida das pessoas nada mais comum que elas prefiram eleger governantes que compreendam o seu cotidiano, suas linguagens. E estamos falando de uma democracia virtual que abrange todos os nichos, hoje em dia navegar na web é uma realidade para família toda, papai, mamãe, vovó, filhinho, netos... Alô canddatos, está na hora de trocar o bóton pelo mouse, o santinho pelo desktop e boca de urna por uma boa conversa no MSN. Fonte:BLOG DO ANGELO |